Social

Aproximar o campo da sociedade: a agricultura além dos estereótipos

Existe uma distância crescente entre quem produz alimentos e quem vive nos centros urbanos. Ela alimenta estereótipos dos dois lados. Reduzir essa distância, com informação e transparência, também é responsabilidade de quem produz.

Por ASKJ Agro··Editoria Social
Aproximar o campo da sociedade: a agricultura além dos estereótipos
Foto: ASKJ Agro

A maior parte das pessoas nunca entrou em uma lavoura de soja, nunca viu um secador de grãos funcionando e não sabe quantas decisões separam a semente do prato. No Brasil, mais de 85% da população vive em cidades, e a cada geração a ligação familiar com o campo fica mais distante. Essa distância favorece interpretações simplificadas, de todos os lados: o campo como vilão ambiental, ou o campo como herói intocável. Nenhuma das duas ajuda a entender o que acontece de fato.

A ASKJ entende que contribuir para uma compreensão mais equilibrada da agricultura faz parte do seu papel. Não por propaganda, mas porque uma sociedade que conhece como o alimento é produzido toma decisões melhores sobre o que compra, o que cobra e o que apoia.

O que os estereótipos escondem

O estereótipo negativo diz que produzir grãos no Cerrado é desmatar, envenenar e explorar. O positivo diz que o produtor é um herói que alimenta o mundo e não deve ser questionado. A realidade é mais interessante do que qualquer um dos dois.

A agricultura brasileira cumpre uma das legislações florestais mais exigentes do mundo, preserva vegetação nativa dentro de propriedades privadas em uma escala que poucos países têm, e ao mesmo tempo convive com produtores que não cumprem a lei e que mancham a reputação de todos. Usa tecnologia de ponta e também depende de chuva. Gera emprego técnico no interior e enfrenta dificuldade para formar mão de obra. É um setor complexo, feito de pessoas, conhecimento, responsabilidade e decisões tomadas todos os dias, sob um clima que não espera.

A agricultura é feita de pessoas, conhecimento e responsabilidade. Mostrar isso com honestidade, incluindo o que ainda precisa melhorar, é a única forma de ser acreditado.

Explicar em vez de promover

A comunicação da ASKJ, neste site e nas redes sociais, segue um princípio: explicar. O que é o vazio sanitário e por que ele existe. O que faz a braquiária no solo. Como um biológico substitui um químico. O que é reserva legal e quanto dela a fazenda mantém. Por que a soja é plantada em outubro e o milho em fevereiro. Curiosidades, bastidores e explicações simples para temas complexos são uma forma de diálogo com quem está longe do campo.

Isso inclui falar do que é difícil: a lentidão da regularização ambiental, o custo de produzir em conformidade, a pressão de mercado, as decisões que não deram certo. Uma marca que só mostra o lado bom não aproxima ninguém; apenas confirma o que o público já desconfiava.

O papel social da produção

Produzir alimentos é contribuir para a sociedade de forma direta. A agricultura desempenha um papel essencial na segurança alimentar, no desenvolvimento regional e na geração de empregos. Em Aparecida do Rio Negro, a operação das fazendas Serra Dourada e Palmeiras movimenta fornecedores, prestadores de serviço e a economia local, recolhe tributos que financiam serviços públicos do município e cria postos de trabalho qualificados no interior do Tocantins. Esse impacto, silencioso e constante, é a contribuição social mais relevante de uma fazenda.

Compromissos com a comunidade

  • Transparência sobre práticas produtivas, ambientais e trabalhistas, com dados que possam ser verificados.
  • Preferência por fornecedores e prestadores de serviço da região, sempre que a qualidade e o prazo permitirem.
  • Abertura para visitas técnicas e para o diálogo com instituições de ensino, pesquisa e do setor.
  • Participação nas discussões do setor sobre conformidade, inovação e relação com a sociedade.
  • Comunicação que explica, em vez de apenas promover, incluindo os temas difíceis.

O que a sociedade pode esperar da ASKJ

Uma empresa agrícola que cumpre a lei, documenta o que faz, usa a biologia a favor da produção, gera emprego formal e explica suas escolhas. Que reconhece seu compromisso com a sustentabilidade não como discurso, mas como forma de produzir que pode ser visitada e conferida. Que entende seu papel na geração de renda, direta e indireta, no lugar onde está. E que aceita ser cobrada por isso.

Conhecer a agricultura é compreender melhor seu papel na sociedade. Quando o campo se explica com clareza, a sociedade ganha informação e o produtor ganha confiança. Os dois saem ganhando, e a distância entre eles diminui.